Roteiro de 4 dias em Kyoto: descobrindo a magia da cultura milenar japonesa
Ásia Japão Kyoto

Roteiro de 4 dias em Kyoto: descobrindo a magia da cultura milenar japonesa

Por Camilla Ribeiro    Postado em 01.05.2019

Se Tokyo é o epicentro da cultura pop, moderna e high tech japonesa, Kyoto é exatamente o oposto. A cidade talvez seja a maior guardiã da cultura milenar do Japão. Lá, o ritmo da viagem desacelera e você consegue ver as tradições do país postas em prática, no dia a dia local.

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Meninas com roupas tradicionais tomando chá, pelas ruas de Kyoto (Foto: Viagem no Detalhe)

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O magnífico Templo Dourado (Foto: Viagem no Detalhe)

Cerimônia do chá, mil e um templos magníficos, gueixas passeando no bairro de Pontocho… tudo isso faz parte do cotidiano de Kyoto. A cidade é lindíssima, respira a mais pura cultura japonesa e tem uma atmosfera de paz sem igual.

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Os famosos toris do Fushimi Inari (Foto: Viagem no Detalhe)

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Pelas ruas da cidade à caminho do templo Kyomizu Dera (Foto: Viagem no Detalhe)

Arrisco a dizer que uma viagem para o Japão não seria completa sem uma visita a essa sua antiga capital. E, mais ainda: que é impossível não se apaixonar pela cidade!

// Como Chegar?

Eu fui para Kyoto de Tokyo, usando o trem bala. A viagem dura cerca de 2 horas e você não precisa reservar a passagem com antecedência (os trens são frequentes e você pode simplesmente chegar um pouco antes na estação e escolher o próximo trem).

Como já comentei nesse post aqui, eu comprei o JR Pass, passe que permite livre acesso às linhas de trens JR, que inclui o trem bala, pela quantidade de tempo escolhida por você.

// Onde se Hospedar?

Pensando que Kyoto era o lugar em que as tradições japonesas eram mais vividas no dia a dia, achei que nada mais apropriado do que escolher um ryokan para me hospedar por lá.

Os ryokans são tradicionais hospedagens japonesas, onde é possível dormir em um futon, experimentar um banho termal no onsen, tomar o tradicional café da manhã japonês, e, como já comentei nesse post, pelo menos 1 vez na sua viagem ao Japão, você precisa ficar em um deles!

O meu escolhido foi o Nishiyama Ryokan e posso dizer que foi um dos grandes acertos da viagem! Não teve absolutamente nada que eu não tenha amado por lá!

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Nosso quarto, no ryokan (Foto: Viagem no Detalhe)

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Mais um pouco do quarto (Foto: Viagem no Detalhe)

Pra começar que o atendimento era excepcionalmente atencioso, o pessoal do hotel fazia de tudo para nos deixar o mais confortáveis possívelAlém disso, o ryokan contava com uma programação super bacana, com atividades como cerimônia do chá, tarde de origami etc. diariamente.

O café da manhã, servido a cada dia num local e com menu diferente, foi um dos pontos altos da hospedagem, para mim. Lá, era possível escolher tanto o café da manhã ocidental (pelo qual optei no meu primeiro dia) quanto o tradicional café japonês (com direito a peixe, chá e até arroz!). Os dois, incríveis! Mas o japonês ganhou meu coração!

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Café da manhã ocidental no ryokan (Foto: Viagem no Detalhe)

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Maravilhoso café da manhã tradicional japonês (Foto: Viagem no Detalhe)

Acredito que, quando estamos viajando, vale a pena entrar no clima do lugar e embarcar de cabeça na aventura. Então, amei a experiência de dormir no futon (juro que é super confortável!), de provar o café da manha japonês, de tomar banho no onsen e tudo mais.

Ficar nesse ryokan definitivamente potencializou ao máximo minha experiência em Kyoto – recomendo de olhos fechados! Reserve aqui (sem custo adicional) sua estadia no Nishiyama Ryokan ou pesquise aqui outras opções de hotel em Kyoto.

// O que fazer?

 Fushimi-Inari – É um dos templos xintoístas mais famosos do Japão, dedicado ao Deus Inari, o Deus Xintoísta do arroz. Quem viu o filme Memórias de uma Gueixa com certeza vai se lembrar da cena icônica em que o templo aparece.

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A entrada do templo, ainda bem cedinho (Foto: Viagem no Detalhe)

O Fushimi-Inari conta com mais de 2000 toris, que sobem a montanha de Fushimi, cada um deles doado por um comerciante da região. Percorrer o corredor de quase 2 km de toris é incrível, vale só tomar cuidado para não cair num looping e se perder…rs

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No caminho dos toris (Foto: Viagem no Detalhe)

O templo é repleto de representações de raposas, que são consideradas as mensageiras do Deus Inari.

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Raposas do templo, as mensageiras sagradas (Foto: Viagem no Detalhe)

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Desejos dos visitantes, penduradas no templo (Foto: Viagem no Detalhe)

Para chegar no templo, peguei um metrô, na estação mais próxima do meu ryokan.  A viagem durou cerca de 20 minutos apenas e, chegando lá, é muito fácil se localizar! Na saída da estação, basta seguir o fluxo de turistas, que logo você irá avistar o tori de entrada do templo e suas raposas de cobre.

Uma dica: chegue bem cedinho, pois o lugar – como é de se esperar – lota de turistas!

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Estação de metrô de Fushimi Inari (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Kyomizu Dera –  esse foi disparado um dos meus templos favoritos de Kyoto. O famoso Kyoumizu Dera é o segundo mais antigo templo da cidade e é simplesmente de tirar o fôlego, sua estrutura de mais de 400 anos de idade foi construída sem usar um único prego!

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Parte da magnífica estrutura do templo (Foto: Viagem no Detalhe)

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Impactada com a beleza desse lugar (Foto: Viagem no Detalhe)

Kyoumizu Dera é, na verdade, um complexo de templos, que abriga um pagode de 3 andares super fotogênico, com a vista da cidade toda ao fundo – linnndo demais, sem contar o clima de paz que reina lá dentro – e diversos outro “mini templos” em seu interior.

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O interior da estrutura principal (Foto: Viagem no Detalhe)

Dentre os templos localizados lá dentro, merece destaque o templo Jishu, dedicado ao deus do amor e dos bons casamentos, Okuninushi. É fácil identificar sua estátua, do lado da de um coelho, que é considerado o mensageiro desse deus.

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O famoso templo Jishu (Foto: Viagem no Detalhe)

Eu fui ao Kyoumizu Dera depois de visitar o Fushimi Inari, mas se você tiver tempo sobrando, sugiro começar o dia com o primeiro, para curti-lo menos cheio e com mais calma, assim como os arredores do templo, que são repletos de outros templos e lojinhas.

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Kyoumizu Dera já cheio de turistas (Foto: Viagem no Detalhe)

Uma curiosidade interessante é que, em 2007, Kyoumizu Dera entrou na votação para concorrer como uma das 7 maravilhas do mundo moderno e, apesar de ter sido selecionado entre os 21 finalistas, não venceu o concurso (na minha opinião, tinha muito potencial para vencer!)

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O templo é cheio de cantinhos fotogênicos (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Arredores do Kyomizu Dera – A rua que dá acesso a esse templo é cheia de lojinhas incríveis, perfeitas para arrematar aquele souvenir japonês especial! Quando fui, fiquei me perguntando se os preços seriam muito turísticos e acabei deixando de comprar várias coisas. Posso dizer com convicção que me arrependi muito depois, porque não achei coisas iguais às que vi em Kyoto e o preço de lá, no fim das contas, não era tão diferente do de outros lugares por onde passei na minha viagem pelo Japão.

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Sorvete de matcha, coisas que provei no caminho (Foto: Viagem no Detalhe)

Ao longo do caminho, não deixe de também provar os yatsuhashi, tradicionais docinhos japoneses feitos a base de feijão (eu sei, é um pouco exótico, mas não tem como não provar! rs). É possível encontrá-los em vários sabores, algum vai agradar o seu paladar 😉

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Yatsuhashi, os tradicionais docinhos japoneses (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Ryōzen Kannon – esse não é exatamente um templo, mas sim um memorial de guerra, em formato de um Buda gigante sentado.

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A visita é rapidinha e um clima de paz reina no local, que parece ainda não ter sido descoberto pelos turistas. Não deixe de visitar e deixar seu incenso e boas intenções por lá!

➦ Kodai-ji – mais um templo lindo, cheio de desenhos em pedrinhas maravilhosos e com uma vibe incrível (também achei lá menos cheio e intocado). Dá vontade de passar o dia todo lá!

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Kodai-ji, mais um belo templo de Kyoto (Foto: Viagem no Detalhe)

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O clima por lá é de pura tranquilidade (Foto: Viagem no Detalhe)

Um detalhe bacana desse templo é que ele abriga uma “mini floresta de bambu”  nos seus fundos. Um lugar lindo e super fotogênico!

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Mini floresta de bambu do Kodai-ji (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Yasaka Koshin-do – esse foi um dos tempos mais diferentes que visitei em Kyoto. Lá, os fiéis rezam e escrevem seus desejos em kukurizarus (essas bolinhas coloridas da foto), que são penduradas no templo para que se realizem.

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Yasaka, o famoso templo “das bolinhas” (Foto: Viagem no Detalhe)

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Pendurando minha kukurizaru no templo também! (Foto: Viagem no Detalhe)

O lugar é pequenininho e a entrada é gratuita, dizem que algumas gueixas fazem lá suas orações. Vale a pena conhecer e também pendurar sua kukurizaru! Aproveite que a fama desse templo ainda não se espalhou tanto na internet (só entre as blogueiras gringas rs) e, por isso, não é lotado!

Jardins Maruyama – parque que fica exatamente na divisa entre os bairros Higashiyama (onde ficam os templos que citei acima) e Gyon (conhecido como bairro das gueixas). É cheio de lagos e árvores, um lugar bem bacana para fotografar ou fazer uma pausa para um lanche ou apenas contemplação.

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Uma pausa para admirar a beleza dos Jardins Mauyama (Foto: Viagem no Detalhe)

Dizem que o parque fica especialmente bonito na época da floração das cerejeiras, já que há uma gigante no centro dos jardins.

➦ Chio-in – nas escadarias desse templo, foi filmado o “Último Samurai”. Como um dos seus principais prédios está fechado pra reforma (parece que reabrirá esse ano), fomos apenas rapidinho, para ver a locação do filme, já que o marido é fã, e fazer umas fotinhas. 

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Chion-In, o famoso templo do filme O último Samurai (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Kinkaku-ji, o Templo Dourado – mais um dos cartões postais da cidade e que não podem ficar de jeito nenhum de fora do seu roteiro!

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Kinkaku-Ji: mais um templo de tirar o fôlego! (Foto: Viagem no Detalhe)

Minha sugestão é começar o dia visitando esse templo, no horário mais cedo possível. Eu fui assim que abriu e, mesmo assim, já estava cheio (e, quanto mais tarde fica, mais lota!). A título de organização de roteiro: todos o templos que citei aqui, antes desse, eu visitei no meu primeiro dia em Kyoto, e aqui comecei meu segundo dia.

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Não parece uma pintura? (Foto: Viagem no Detalhe)

Logo na entrada, você já avista o templo, que é praticamente todo coberto por placas folheadas à ouro, de uma beleza impactante! O Kinkaku-ji é Patrimônio Cultural da Humanidade e possuí 3 andares, cada um com estilo próprio: o primeiro é branco e representa a aristocracia imperial, o segundo, é dedicado à aristocracia militar e o terceiro e último é zen budista. No topo, há uma fênix de bronze, que é a guardiã do templo.

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Os três andares do templo, cada um com uma simbologia (Foto: Viagem no Detalhe)

Na saída do templo, vale a pena fazer um pit stop na casa de chá, para uma xícara de matcha, acompanhada dos docinhos japoneses mais lindos (parecem uns sabonetinhos! haha)!

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A charmosa casa de chá do templo (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Gosho, o Palácio Imperial de Kyoto – apesar de ser um passeio importante, pela história do local (que foi residência dos imperadores japoneses até 1869, quando a capital passou a ser Tokyo), confesso que visitar o palácio imperial não foi meu passeio favorito em Kyoto :/

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O Palácio Imperial de Kyoto (Foto: Viagem no Detalhe)

Apesar do panfleto recebido na entrada, contando um pouco da história do local, e das plaquinhas explicativas, ao longo do circuito da visita, é preciso ter muito potencial de abstração para imaginar como foram os 500 anos em que o palácio foi residência imperial, e achei que a visita foi um pouco cansativa.

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Estruturas do Palácio Imperial de Kyoto (Foto: Viagem no Detalhe)

Uma dica para tornar a visita mais interessante, é baixar o aplicativo “Kyoto Imperial Palace Guide”, para poder utilizar o áudio guia gratuito, durante  a visita.

➦ Arashiyama – é um distrito de Kyoto, há uns 40 minutos de distância, de ônibus. O lugar é famoso pela sua linda floresta de bambu, que é simplesmente mágica e que, por si só, já valeria o passeio até lá!

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A imensidão da floresta de bambu (Foto: Viagem no Detalhe)

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Um cantinho vazio no meio do bambuzal, para chamar de meu! (Foto: Viagem no Detalhe)

Dentro da floresta, fica o templo Tenryu-ji, cuja visita é absolutamente imperdível! O templo, que é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, foi construído no local onde antes havia o primeiro templo zen japonês. Atualmente, é considerado o primeiro no ranking dos cinco templos zen-budistas de Kyoto.

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O lago do templo Tenryu-Ji e as cores do outono (Foto: Viagem no Detalhe)

Fiquei apaixonada pelo jardim zen budista de lá, colorido pelos tons do outono e cheio de cantinhos maravilhosos para contemplação/ meditação.

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Momento meditativo no Tenryu-Ji (Foto: Viagem no Detalhe)

Não fossem “apenas” a floresta de bambu e o templo, Arashiyama valeria sua visita, por si só. A cidade é uma graça, com um centrinho delicioso, cheio de lojinhas, restaurantes, casas de chá, sorveterias…vale a pena se perder por lá, sem pressa, e descobrir cada um de seus cantinhos especiais.

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Lojinhas fofas pelo distrito de Arashiyama (Foto: Viagem no Detalhe)

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“Floresta de Kimonos”, em Arashiyama (Foto: Viagem no Detalhe)

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Fiquei apaixonada por essas bolsinhas! (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Tofuku-ji –  é considerado um dos templos zen budistas mais bonitos para se visitar no outono (mas acredito que valha a pena visitá-lo em qualquer estação!), então, escolhi começar meu terceiro dia em Kyoto por ele!

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As cores do outono no templo Tofuku-ji (Foto: Viagem no Detalhe)

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Parte do lindo jardim do templo (Foto: Viagem no Detalhe)

Esse templo foi fundado há aproximadamente 750 anos atrás e permite que o visitante tenha contato direto com a essência Zen. Chega a ser até difícil transmitir em palavras a energia maravilhosa desse lugar!

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Jardim Zen do templo Tofuku-ji (Foto: Viagem no Detalhe)

Uma dica: há duas opções de ingressos para esse templo, escolha o mais completo, para não perder nenhuma parte especial! 😉

➦ Sanjusangen-do – Foi um dos templos mais impactantes que visitei na minha viagem inteira pelo Japão! Lá dentro, não é permitido tirar fotos, o que talvez seja até bom, para não estragar o impacto inicial de quem adentra os seus portões e se depara com as 1001 estátuas da Deusa Kannon.

1000 delas, feitas entre os séculos 12 e 13, encontram-se perfiladas, ao longo do templo, com uma uniformidade de dar vertigem a quem admira. A milésima primeira encontra-se separada e é gigante. Todas são tesouro nacional e a visita é imperdível!

➦ Mercado Nishiki – é um dos principais mercados da cidade, visitá-lo é um passeio imperdível para aficionados por gastronomia ou simplesmente para quem queira comer sashimis fresquíssimos e várias outras iguarias!

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O burburinho do Mercado Nishiki (Foto: Viagem no Detalhe)

A dica aqui é se perder pelo corredor do mercado e experimentar tudo que conseguir, garanto que não vai se arrepender! 🙂

 

➦ Nijo-Jo , o Castelo de Nijo – esse castelo, construído como símbolo de poder e riqueza, presenciou alguns dos eventos mais importantes da história japonesa em seus 400 anos de existência.

A imponência, a beleza e a decoração do lugar impressionam muito, mas é uma visita para fazer com calma! Então, na minha opinião, eu precisaria ter tido um dia a mais no meu roteiro para poder visitá-lo com tranquilidade e não ter espremido a visita no terceiro dia do roteiro como fiz – ficou corrido!

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O magnífico Portal Karamon, do Castelo de Nijo (Foto: Viagem no Detalhe)

Um dos principais destaques do castelo é Portal Karamon, impressionante com seus  frontões folheados a ouro.

➦ Caminho do Filósofo  – é um trecho de caminhada, ao longo de um canal, nas proximidades do Pavilhão de Prata (aproximadamente 2 km do caminho até o templo), cercado de árvores. O lugar ganhou esse nome por ter inspirado alguns pensadores, que por lá caminhavam, a ganhar o prêmio Nobel.

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O famoso Caminho do Filósofo (Foto: Viagem no Detalhe)

O caminho é bem bonito e, nos seus arredores, há várias lojinhas bacanas, com artigos super autênticos locais. Minha dica: siga pelo canal e volte, parando pelas lojinhas 😉

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Lojinha fofa ao lado do Caminho do Filósofo (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Ginkaku-Ji, o Pavilhão de Prata– esse templo zen budista foi construído em 1482, por Ashikaga Yoshumasa, neto do homem que construiu o Templo de Ouro. Reza a lenda que sua intenção era recobrir as paredes do templo de prata, mas a Guerra de Onin não teria dado tempo disso acontecer.

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Pavilhão de Prata visto de cima (Foto: Viagem no Detalhe)

Um dos pontos altos do templo, é seu jardim, que além de ser super bem cuidado, tem uma parte de areia chamada de Ginshadan. Nessa parte, há desenhos perfeitamente executados, inclusive uma representação do Monte Fuji.

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Representação do Monte Fuji, no Pavilhão de Prata (Foto: Viagem no Detalhe)

Antes de ir embora, não deixe de subir à parte alta do jardim, que oferece uma bela vista panorâmica. Presenciei um lindo pôr do sol lá de cima! 🙂

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Um pouco da vista panorâmica lá de cima (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Pontocho – esse bairro é conhecido como mais um dos distritos das gueixas de Kyoto (o outro é Gyon, que também vale a visita) e foi lá o único lugar em que pude avistar algumas delas! É um bairro incrivelmente fotogênico, vibrante e cheio de restaurantes, vale muito a pena bater perna e jantar por lá alguma noite.

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Pelas ruas de Pontocho (Foto: Viagem no Detalhe)

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A noite animada de Pontocho (Foto: Viagem no Detalhe)

// Onde comer?

➦ Rakushō – Essa casa de chá foi um dos lugares que mais amei visitar em Kyoto! É um super achado: um lugar muito charmoso, autêntico e único, daqueles em que dá vontade de passar a tarde toda!

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O charmoso ambiente da casa (Foto: Viagem no Detalhe)

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O jardinzinho da Casa de Chá (Foto: Viagem no Detalhe)

Escolhi uma mesa no fundo da casa, para sentar de pernas cruzadas, sem sapato, e um matcha, acompanhado de docinhos locais. Do lado de fora, a vista para o seu charmoso jardim. 🙂

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Matcha e docinhos (Foto: Viagem no Detalhe)

A casa fica próxima aos templos que visitei no primeiro dia em Kyoto, então é perfeita para um pit stop, entre uma visita e outra.

EndereçoJapão, 〒605-0072 Kyoto, Higashiyama Ward, Washiocho, 516 高台寺北門通下河原東入ル

➦ Bungalow – mais um super achado! Descobri esse lugar ao acaso, zanzando nas proximidades do meu ryokan e amei. É um barzinho (zero turístico!) de cervejas artesanais, vinhos naturais e petiscos – tudo delicioso!

 

➦ Restaurante em Pontocho – não saberia escrever aqui o nome desse restaurante, mas abaixo tem a foto da fachada dele com a grafia em ideogramas. Foi onde jantei na minha noite em Pontocho e adorei!

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A fachada com o nome do restaurante (Foto: Viagem no Detalhe)

A especialidade do lugar são os espetinhos, de diversos petiscos, que são servidos em sistema de rodízio. Achei a ideia super diferente e estava tudo delicioso! Além disso, a carta de vinhos conta com rótulos japoneses, o que, mesmo lá, achei bem difícil de encontrar.

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Alguns dos deliciosos espetinhos que provamos (Foto: Viagem no Detalhe)

***

Kyoto definitivamente é uma volta no tempo, a um Japão de tradições milenares, um lugar encantador! No próximo post, conto sobre como foi minha experiência em Hiroshima, uma cidade com uma história marcante, mas que não se deixou abalar pela herança da 2ª Guerra Mundial!

Obrigada pela visita!

Beijos, Camilla

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