Regiões Vinícolas de Mendoza: Luján de Cuyo
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Regiões Vinícolas de Mendoza: Luján de Cuyo

Por Camilla Ribeiro    Postado em 13.04.2017

Luján de Cuyo é região de Mendoza que possui a maior quantidade de vinícolas da cidade, sendo considerada a “Terra dos Malbecs”.

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Luján de Cuyo: a Terra dos Malbecs (Foto: Viagem no Detalhe)

Como expliquei no post com meu roteiro completo, Mendoza é uma cidade grande e a parte bucólica, dos vinhedos, está concentrada nas regiões próximas, de Maipú, Luján de Cuyo e Valle do Uco. Estou falando de cada uma das regiões em posts separados, com todas as dicas de cada local e de suas vinícolas e hotéis 😉

Luján de Cuyo está a apenas 25 km do centro de Mendoza, sendo bem tranquilo passar o dia passeando por lá, por conta própria ou com a ajuda de um remis (um motorista particular), como expliquei aqui. Eu passei 3 dias nessa região (passei parte da minha viagem hospedada lá) e dediquei 2 deles para conhecer suas vinícolas.

Em Luján de Cuyo, também vale aquela recomendação de visitar até três vinícolas no dia e deixar para almoçar na última. Assim, você aproveita com calma as visitas e organiza melhor o seu dia 😉

Dito isso, vamos ao que interessa: falar de quais bodegas eu visitei e recomendo para vocês!

Catena Zapata 

A Catena Zapata é uma das bodegas mais tradicionais de Mendoza e produz um dos vinhos mais conhecidos (todo mundo já ouviu falar – ou bebeu! – o clássico Angelica Zapata, né?).

Eu confesso que tenho uma ligeira predileção por vinícolas boutiques com produção pequena e charme de sobra (até porque acho um máximo poder degustar e comprar vinhos que não são importados pelo Brasil), mas visitar a Catena é imperdível até pra quem tem um perfil parecido com o meu.

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Tour na Catena Zapata (Foto: Viagem no Detalhe)

Além de produzir vinhos consagrados pela qualidade indiscutível, essa bodega é bem incrível. A começar pela sua forma de pirâmide, que foi escolhida para valorizar a cultura da América do Sul (após uma viagem da família para a Guatemala) e fazer contraste com a forma padrão de palácio europeu, classicamente escolhida por vinícolas e caves ao redor do mundo – vocês já pararam pra pensar que a maioria das bodegas adota esse padrão arquitetônico europeu?!

Eu, particularmente, achei essa ideia da construção uma sacada genial!

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Pirâmide da Catena Zapata (Foto: Viagem no Detalhe)

A visita à Catena dura aproximadamente 2 horas e é muito educativa! Ela começa com um vídeo sobre a história da família Catena, seguido por um tour com maiores explicações sobre a bodega e sua produção e, ao fim, há uma excelente degustação, de acordo com a opção escolhida previamente pelo visitante.

Na minha ida à vinícola, escolhi fazer a visita Single Vineyards, que me permitia degustar 4 vinhos single vineyards ($350 pesos argentinos, por pessoa – nov/2016).

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Degustação na Catena Zapata (Foto: Viagem no Detalhe)

Vale a pena investir: todos os vinhos da Catena Zapata são MUITO bons, mas uma sugestão é o D.V. Catena La Piramide – Cabernet Sauvignon, que é produzido com as uvas cultivadas na vinícola dessa bodega! Além do clássico Angelica Zapata, o D.V. Catena Nicasia Malbec também é uma ótima aquisição. Todos eles, muito elegantes!

É essencial fazer reserva, o que pode ser feito pelo e-mail turismo@catenazapata.com ou com a ajuda do seu remis.

Carmelo Patti 

Pensa numa pessoa simpática, carismática e que AMA o que faz: esse é o Sr. Carmelo Patti. A frente dessa vinícola boutique, o Carmelo Patti literalmente cuida de tudo na produção (desde a colheita da uva até o engarrafamento) e é super orgulhoso dos seus vinhos.

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O simpático Sr. Carmelo Patti (Foto: Viagem no Detalhe)

E, sinceramente? Não é pra menos! Os vinhos da Carmelo Patti são excelentes e o mais bacana é que não são comercializados aqui no Brasil, então, visitar a vinícola é uma excelente oportunidade de trazer vinhos de alta qualidade e exclusivos para a sua adega, além de conhecer o próprio produtor, que é um querido!

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Sr. Carmelo, orgulhoso da produção, autografando nosso vinho (Foto: Viagem no Detalhe)

A visita é bem simples e rústica, sem grandes formalidades. Mas ouvir os causos do Sr. Carmelo e depois experimentar seus maravilhosos vinhos é imperdível! Se eu fosse você, não deixaria de visitar essa vinícola de jeito nenhum! 😉

Vale a pena investir: no Carmelo Patti cabernet sauvignon 2005, uma safra especial, e no Grand Assemblage 2008 – elegante blend de Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

É fundamentar reservar, o que pode ser feito por telefone (tel: +54 261 498-1379) ou com a ajuda do seu remis. 

Ruca Malen

A Ruca Malen tem um dos almoços harmonizados mais imperdíveis de Mendoza, na minha opinião.

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Entrada da Ruca Malen (Foto: Viagem no Detalhe)

Apesar dos vinhos dessa vinícola não serem tão excepcionais como os das demais citadas aqui (mas são bons!), o restaurante sensacional e o visual DESLUMBRANTE da Cordilheira dos Andes valem demais a sua visita a essa bodega!

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Vista dos vinhedos de todas as mesas do restaurante da Ruca Malen (Foto: Viagem no Detalhe)

O almoço funciona com menu-degustação de cinco pratos, harmonizados com cinco vinhos das três linhas da vinícola Yauquen (vinho joven), Ruca Malen (vinho reserva) e Kinien (vinho grande reserva) e custa $ 960 pesos argentinos (nov/2016), por pessoa (incluindo, além da refeição e vinhos, água, café e um tour pela vinícola).

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Pratos lindos e deliciosos no menu degustação da Ruca Malen (Foto: Viagem no Detalhe)

DICA VIAGEM NO DETALHE®: No dia que eu fui à Ruca Malen, infelizmente, estava meio frio e chuviscando (sim, eu peguei chuva na região desértica de Mendoza! rs), então eu não consegui sentar do lado de fora. Mas, se, quando você for lá, estiver um dia bonito, não deixe de escolher uma mesa na área externa do restaurante, para degustar seu almoço com a vista UAU da Cordilheiras dos Andes. Apesar de não dar pra ver tão bem nas minhas fotos, te garanto: é incrível! 🙂

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Restaurante da Ruca Malen (Foto: Viagem no Detalhe)

É essencial fazer reserva, o que pode ser feito pelo e-mail Mendoza@bodegarucamalen.com ou com a ajuda do seu remis.

Achaval Ferrer

A Achaval Ferrer tem todas as características que eu mais amo em uma vinícola: é boutique, tem um ambiente super charmoso e os vinhos produzidos por ela não são fáceis de se encontrar aqui no Brasil (adoro uma dificuldade quando os vinhos são exclusivos do local! rs).

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Achaval Ferrer: mais uma vinícola boutique imperdível (Foto: Viagem no Detalhe)

A bodega é linda e tem uma área externa super agradável! É o tipo de lugar que dá vontade de ficar, apreciando a paisagem e um bom vinho por hoooras.

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Ambiente delicioso da Achaval Ferrer (Foto: Viagem no Detalhe)

Vale a pena investir: o carro-chefe da vinícola é o maravilhoso Finca Altamira. Mesmo se não puder investir em uma garrafa do vinho, não deixe de degustá-lo. Nós recebemos a honra de prová-lo direto da barrica! O Quimera e o Malbec produzido por eles também são excelentes aquisições 😉

É essencial fazer reserva, o que pode ser feito pelo e-mail  winery@achaval-ferrer.com ou com a ajuda do seu remis.

Pulenta Estate 

Assim que chegamos na Pulenta Estate, fomos recepcionados com uma tacinha de rosé (da La flor, linha jovem deles). Pensei com os meus botões: “opa, já gostei!“…rs

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Cenário lindo da Pulenta Estate (Foto: Viagem no Detalhe)

Com taças em punho, passamos a percorrer a vinícola, em mais um tour mega explicativo sobre a produção e história do local, feito de forma muito leve e agradável. 

Uma curiosidade interessante é que os donos da Pulenta Estate são também representantes da Porsche (e também já foram  representantes da Ferrari, no passado). Por isso, dentro da cave de degustação dessa bodega, você verá motores originais de modelos de Fórmula-1: dois da Porsche e um da Ferrari.

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Motores de fórmula 1, decorando a cave da Pulenta Estate (Foto: Viagem no Detalhe)

Toda vez que um carro novo da Porsche é lançado, uma edição comemorativa de vinho da Pulenta Estate o acompanha e, apenas lá na vinícola, é possível comprar essa edição. Bacana, né? Não preciso nem dizer para vocês que o marido ficou louco, querendo tudo! rs 

Assim como nas demais bodegas, ao fim da visita, há uma série de opções de degustação a serem feitas. Na que escolhemos, estava incluído: 1 tação de Pulenta Estate Branco, 1 taça do Gran Pinot Noir, 1 taça de Gran Malbec, 1 taça de Cabernet Franc e 1 taça do Gran Corte ($ 300 pesos argentinos, por pessoa – nov/2016).

Vale a pena investir: no Gran Corte, um dos vinhos mais prestigiados da vinícola. O Pinot Noir e o Cabernet Franc também são excelentes compras e, se você é fã de automobilismo, também é bacana investir no exemplar exclusivo da Porsche 😉

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Alguns dos deliciosos vinhos da Pulenta Estate (Foto: Viagem no Detalhe)

É essencial fazer reserva, o que pode ser feito pelo e-mail  reservas@pulentaestate.com ou com a ajuda do seu remis.

Terraza de los andes

A Terraza de los Andes, sem dúvida, foi uma das vinícolas mais elegantes que visitei em Mendoza (e – por que não dizer? – no mundo). Mas eu não esperava nada diferente disso, já que a bodega pertence ao grupo LVMH (para quem não sabe, o mesmo da Louis Vuitton).

O grupo também administra a Bodega Chandon, em Mendoza, mas eu escolhi visitar a Terraza, pois já havia conhecido a cave da Moët & Chandon (na região da Champagne, na França) e gostei do ineditismo da ideia de conhecer a única bodega do grupo que produz vinhos tintos. E quer saber? Não me arrependi nem um pouco!

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Linda entrada da Terraza de los Andes (Foto: Viagem no Detalhe)

Lá, tudo é lindo, desde a decoração sofisticada e cuidadosa do casarão principal (que ocupa uma belíssima construção de 1898) até a ornamentação dos pratos que compõem o delicioso menu harmonizado do almoço.

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Restaurante da Terraza de los Andes (Foto: Viagem no Detalhe)

Começamos nossa visita, com o almoço harmonizado, que estava impecável em cada etapa e certamente entrou para o rol dos melhores almoços da viagem. O ambiente do restaurante, vale mencionar, também é lindo. Recomendo muito! 

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Delicioso menu de almoço na Terraza de los Andes (Foto: Viagem no Detalhe)

Após o almoço, tiramos um tempinho para relaxar nas espreguiçadeiras da vinícola, tomando um café e apreciando a vista e, depois, partimos para o tour pela bodega.

A visita guiada foi bem interessante e, além de saber detalhes sobre a história da vinícola e sua produção, foi bacana ver a preocupação que eles tem até com os móveis da cave de degustação. Luxo e sofisticação em cada detalhe.

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Momento relax, pós-almoço, na Terraza de los Andes (Foto: Viagem no Detalhe)

Ao fim, como de praxe, fizemos mais uma degustação e, posso dizer com toda a certeza: não deixem a Terraza de los Andes fora do roteiro de vocês para Mendoza!

Vale a pena investir: é difícil dizer, pois os vinhos são muito bons e difíceis de se achar por aqui, mas vale destacar o Cheval des Andes – um vinho com um blend raro e delicioso.

É essencial fazer reserva. Para maiores informações, consulte o site da vinícola ou peça a ajuda do seu remis.

Outras Vinícolas de Luján de Cuyo:

Luján de Cuyo conta com muitas outras bodegas, além dessas que eu visitei. Apesar de recomendar muito as que visitei, deixo aqui uma listinha com outras que pesquisei (e seus links clicáveis no nome), caso queiram fazer uma pesquisa. 😉

E aí, gostaram de saber mais sobre a região de Luján de Cuyo? 🙂

No próximo post, vou falar sobre o incrível TermaSpa na região de Termas de Cacheuta, uma opção de passeio diferente em Mendoza! Não deixem de acompanhar! 😉

Beijos, Camilla

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6 Comentários
  1. […] Dia 2 – Luján de Cuyo […]

  2. […] próximo post, falo sobre a região de Luján de Cuyo, onde está concentrada a maior parte das vinícolas de […]

  3. […] De todas as regiões vinícolas que visitei em Mendoza (veja o roteiro completo aqui), o Valle do Uco foi a que considerei mais linda! A beleza e a riqueza fértil do lugar chamam muito a atenção e achei suas paisagens bem diferentes das que vi em Maipú e Luján de Cuyo. […]

  4. Monique
    19.09.2018

    OI! Amei suas dicas!
    Mas estou com uma dúvida… terei apenas 1 dia em cada região, qual as vinícolas de Lujan de Cuyo que consideradas imperdíveis? Estou considerando visitar 3 e dar uma passada no sr Carmelo.
    Outra dúvida que estou é que estou reservando um dia para ir à Região de Alta Montanha, você fez esse passeio? Queria saber se vale a pena perder esse dia indo lá.

    • viagemnodetalhe
      20.09.2018

      Oi, Monique! Que bom, fico feliz!
      Se eu tivesse só 1 dia em Mendoza para visitar 3 bodegas, ecolheria a Catena Zapata, a Pulenta State e a terceira seria a Ruca Malen ou a Terraza de los andes, para almoçar.
      Quanto à região de Alta Montanha, eu não cheguei a fazer esse passeio. Acho que vale a pena fazer, se for no inverno… Mas não tive a experiência para falar com mais detalhes.
      Qualquer dúvida, é só falar 😉
      Beijos,
      Camilla

  5. […] Quando fui para Mendoza, dividi minha hospedagem em duas partes: a primeira, no centro da cidade (fiquei no Hotel Diplomatic, que aliás, super recomendo) e segunda parte num hotel em vinícola. O escolhido foi o maravilhoso Entre Cielos, na região de Lujan de Cuyo. […]

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