Itaúnas: paraíso do sossego no litoral capixaba
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Itaúnas: paraíso do sossego no litoral capixaba

Por Camilla Ribeiro    Postado em 17.08.2021

Sabe aqueles lugares que, mesmo no mundo globalizado, onde tudo é tão exposto, ainda parecem escondidos e guardam uma autenticidade única? Pois é, Itaúnas, distrito do município de Conceição da Barra – ES, é exatamente assim!

Talvez seja pela localização – no extremo norte do Espírito Santo, quase na fronteira com a Bahia – talvez seja pelo tanto de história que o vilarejo carrega ou pela herança do forró que embala o ritmo local, mas é fato que Itaúnas tem uma energia especial e muita personalidade.

Itaúnas tem uma vibe única (Foto: Viagem no Detalhe)

Pra quem – mesmo antes da pandemia – já fugia de destinos lotados, Itaúnas é uma ótima opção. Praias vazias, centrinho simpático e excelente hospitalidade capixaba entregam o pacote completo!

O vilarejo é tão único que guarda uma história sinistra e impressionante, envolvendo suas famosas dunas: a antiga vila (que existiu por aproximadamente 200 anos e ficava onde hoje estão as dunas) foi simplesmente ENGOLIDA pelas areias! Isso mesmo que você leu!

A areia das dunas se moveu ao longo de 30 anos (entre as decádas de 50 a 70), soterrando a antiga vila e obrigando os moradores do vilarejo a migrar para a nova vila, onde atualmente fica o centrinho de Itaúnas.

Dunas que antes abrigavam a antiga vila de Itaúnas (Foto: Viagem no Detalhe)

Hoje em dia, calcula-se que isso ocorreu em função do desmatamento da vegetação. Dizem que, mesmo nos dias de hoje, a depender do vento, ainda é possível ver reminiscências da vila soterrada, como a igreja, o cemitério e alguns pertences pessoais, que às vezes são descobertos no local.

O Parque Estadual de Itaúnas foi criado em 1991 e passou a garantir a proteção ambiental do entorno da vila. As dunas continuam a se movimentar (cerca de 5 metros por ano), mas com a manutenção da área e o replantio da restinga, é possível fazer o controle adequado do ambiente.

Arte representado a saída da última família da antiga vila (Foto: Viagem no Detalhe)

Enfim, Itaúnas definitivamente é um vilarejo único. Amei conhecer e voltei com gostinho de quero mais – nesse post, vou contar o porquê.

// COMO CHEGAR?

O jeito mais prático de chegar a Itaúnas é voando até o aeroporto de Vitória (que fica a aproximadamente 285km do vilarejo) e completar o percurso até lá de carro.

Como esse destino fez parte do meu Roteiro de carro de carro do Rio de Janeiro até o Sul da Bahia, eu fiz o trecho de carro. Primeiro, fui do Rio de Janeiro até Pedra Azul (nesse post aqui tem todas as dicas de Pedra Azul) e de Pedra Azul segui até Itaúnas – são cerca de 374km de distância. A estrada é muito boa e só o trecho final é que ainda estão terminando de pavimentar (não chega nem a 500m).

// QUANDO IR?

Os meses com clima mais firme e ensolarado são de dezembro a março, quando também ocorre a desova de tartarugas. No meio do ano (em meados de julho), acontece o Festival de Forró de Itaúnas, que atrai multidões de apaixonados pelo ritmo e dança. Evidentemente, esse ano o festival não aconteceu em função da pandemia.

Eu estive lá no final de junho e peguei um dia de chuva e outro ensolarado.

// QUANTO TEMPO FICAR?

Recomendo de 3 a 4 dias para curtir o vilarejo com calma. Eu fiquei apenas 2, pois Itaúnas era mais um ponto de descanso no meu roteiro, antes de chegar no sul da Bahia, e foi pouco. Mas suficiente para me encantar com a região e deixar um gostinho de quero mais!

// ONDE FICAR?

Apesar do vilarejo ser pequeno, há razoável oferta hoteleira. A melhor opção, na minha opinião, é a Pousada Ka 347. A pousada, que é membro da associação Roteiros de Charme, foi minha escolha de hospedagem em Itaúnas e super aprovei!

Escolhi ficar no quarto riacho doce, que era bem amplo, confortável e contava com uma pequena piscina privativa na varanda.

Nosso quarto, na Pousada Ka 347 (Foto: Viagem no Detalhe)
Na varanda do quarto, havia uma pequena piscina privativa (Foto: Viagem no Detalhe)

A pousada é muito charmosa, bem localizada, conta com atendimento atencioso, excelentes premissas e café da manhã. Apesar do pouco tempo que passei lá, gostei muito da experiência e ficaria lá novamente, voltando para Itaúnas, futuramente.

Piscina na área comum da Pousada (Foto: Divulgação)

A Ka 347 tem ainda a peculiaridade de se intitular uma “pousada gourmet”. Lá, os hóspedes tem a oportunidade de colocarem em prática seus dotes culinários, na cozinha da pousada, que conta com 2 ambientes e toda a infraestrutura para a criação de receitas.

Reserve aqui (sem custo adicional) sua estadia na Pousada Ka 347 ou pesquise aqui outras opções de hotel em Itaúnas.

// O QUE FAZER?

  Parque Estadual de Itaúnas – A principal atração do vilarejo é o Parque Estadual, que conta com 35 km de faixa litorânea. Lá dentro, há dois pontos estruturados para banho: a praia central, que fica em Itaúnas, propriamente dita, e a praia do Riacho Doce, que fica quase na divisa com a Bahia.

Eu conheci apenas a primeira, que fica a uma caminhada de aproximadamente 15 minutos do centrinho, passada a ponte de entrada do Parque.

Entrada do Parque Estadual de Itaúnas (Foto: Viagem no Detalhe)

Dentro do parque, você irá subir nas dunas e percorrer um pequeno caminho de areia até chegar à praia. Do topo das dunas, já se vê as barracas da praia e você deve escolher uma delas para acessar o mar. Eu escolhi a barraca do Itamar e gostei bastante do serviço e dos petiscos.

Barraca do Itamar, minha escolha na Praia Central (Foto: Viagem no Detalhe)
O acesso à praia pelas dunas (Foto: Viagem no Detalhe)

 Praia do Riacho Doce e Costa Dourada – infelizmente, não tive tempo de incluir no meu roteiro essa praias do norte de Itaúnas, mas ouvi falar muito bem delas. Riacho Doce é a última praia antes da divisa com a Bahia (fica a aproximadamente 16km do centro do vilarejo) e Costa Dourada já fica no município baiano de Mucuri. Todas tem fama de sossegadas e agradáveis – com certeza incluirei no meu roteiro, quando voltar.

 Noites de Forró – Itaúnas tem uma forte tradição forrozeira (você sabia que lá é a terra do Falamansa?), então, as noites de forró são um clássico da região. Infelizmente, em função da pandemia, não estão acontecendo (e nem seria recomendável ir, se estivessem), mas fica a dica para quem pretender visitar o vilarejo quando tudo melhorar.

Itaúnas, terra do forró (Foto: Viagem no Detalhe)

// ONDE COMER?

Lobo do Mar – restaurante aconchegante e super tradicional, é famoso pelos frutos do mar. Provei a moqueca capixaba de camarão e aprovei!

O ambiente agradável do Lobo do Mar (Foto: Viagem no Detalhe)
Tradicional moqueca cabixaba (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Cizinho – outro clássico de Itaúnas, conquista há anos os visitantes da vila. Minhas escolhas lá foram os petiscos e chopps locais – super recomendo!

 Casa di Bere – especializada em parmegiana, a casa tem colecionado ótimas reviews e um espaço entre os melhores restaurantes da vila. Não tive tempo de ir, mas ouvi só elogios.

Ambiente do restaurante Casa di Berê (Foto: Viagem no Detalhe)

 Oficina 1 Express – pizzaria super bonitinha que, infelizmente, não estava aberta quando estava por lá, mas também recebi ótimas recomendações do lugar.

***

Espero que vocês gostem de acompanhar as dicas de mais essa viagem! No próximo post, vou contar sobre como foi minha experiência em Prado, o terceiro destino que visitei nessa road trip do Rio de Janeiro até o sul da Bahia.

Obrigada pela visita!

Beijos,

Camilla

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