Dicas da Amazônia: um roteiro por Manaus e pela Floresta Amazônica
Amazônia Brasil

Dicas da Amazônia: um roteiro por Manaus e pela Floresta Amazônica

Por Camilla Ribeiro    Postado em 07.01.2021

Se tem um destino no Brasil que acho que todo mundo deveria conhecer, esse destino é a Amazônia! Para mim, sempre foi um sonho de viagem e, quando finalmente pude realizá-lo, se revelou ainda mais especial do que nos meus melhores sonhos.

Barcos no entorno do Parque Janauari (Foto: Viagem no Detalhe)
Explorando a Floresta Amazônica (Foto: Viagem no Detalhe)
Pôr do sol na praia da Ponta Negra (Foto: Viagem no Detalhe)

Vejo muito ser dito sobre a floresta amazônica e pouco sobre Manaus, que muitas vezes é até descrita como mero “ponto de acesso” para imergir na floresta.

Mas preciso dizer que a cidade de Manaus me surpreendeu muito positivamente quando estive lá, com suas múltiplas atrações e gastronomia fascinante. Portanto, não recomendo usá-la como mero meio de acesso à floresta, mas sim, curtir alguns dias na capital e, depois, se puder, dedicar alguns dias para se hospedar em um hotel no coração da floresta.

Espero conseguir te convencer nesse post que há muita riqueza a ser descoberta em Manaus e na Floresta Amazônica, um dos destinos mais encantadores desse nosso Brasil!

// QUANDO IR?

A Amazônia pode ser visitada o ano todo. Seu clima se divide, predominantemente, em duas estações: a cheia (de fevereiro a julho) e a seca (de agosto a janeiro), sendo que, na primeira, o cenário costuma ficar mais bonito (com os rios cheios) e o clima, mais agradável.

Eu estive lá em março e peguei lindos dias de sol, rios cheios e praticamente nenhuma chuva!

// QUANTO TEMPO FICAR?

De 5 dias a 1 semana, a depender do que pretenda fazer, me parece uma ótima quantidade de tempo. Minha sugestão de roteiro ideal é a dedicar de 3 a 4 dias à Manaus (como fiz) e mais 2 dias para imergir na Floresta Amazônica, em um hotel.

// ONDE SE HOSPEDAR?

Em Manaus, recomendo o hotel Villa Amazonia, primeiro hotel boutique da cidade, e o hotel Juma Ópera, localizado de frente para o magnífico Teatro Amazonas.

O charmoso hotel Villa Amazonia (Foto: Divulgação)
Vista do Teatro Amazonas da piscina do Juma Ópera (Foto: Divulgação)

Para quem busca priorizar custo x benefício, o hotel Intercity Manaus, é também uma boa opção.

Já para a hospedagem no coração da floresta Amazônica, recomendo o fabuloso Anavilhanas Jungle Lodge ou o charmoso Juma Amazon Lodge.

Piscina do Anavilhanas (Foto: divulgação)
Bangalôs do Juma Amazon Lodge (Foto: divulgação)
Piscina do Juma Amazon Lodge (Foto: divulgação)

Se preferir, pesquise aqui outras opções de hotel em Manaus e na Floresta Amazônica.

// O QUE FAZER?

#DIA 1: RIO NEGRO + PONTA NEGRA

 Passeio de barco pelo Rio Negro – esse é um passeio muito comumente vendido pelas agências de Manaus e geralmente dura o dia todo, com com diversas paradas. As empresas oferecem serviços muito parecidos (você pode contratar lá mesmo, como eu fiz) e o roteiro costuma incluir:

O clássico passeio de barco em Manaus (Foto: Viagem no Detalhe)
  • parada para nadar com o boto cor de rosa – uma das partes que eu mais esperava e não decepcionou! Logo no começo do passeio, o barco para em uma espécie de plataforma no meio do rio para mergulharmos. Logo, vários botos nadavam entorno de nós – um momento verdadeiramente mágico! Pena que, na animação do momento, não consegui captar nenhum deles na foto rs, mas juro que são lindos!
Plataforma de parada para mergulho com o boto (Foto: Viagem no Detalhe)
Juro que o boto estava embaixo d’água nessa hora! (Foto: Viagem no Detalhe)
  • visita a uma aldeia indígena – essa parte é mais turistona, mas costuma ter em todos os roteiros. Aproveite a oportunidade para apoiar a comunidade que visitar, contribuindo com o artesanato que geralmente é feito e vendido pelos índios
Índios da aldeia que visitei (Foto: Viagem no Detalhe)
  • Parque Janauari – lindo parque, onde se visita um lago de vitórias-régias e é possível fazer uma curta caminhada pela selva. É uma parada rapidinha, mas super agradável!
Vitórias régias no Parque Janauary (Foto: Viagem no Detalhe)
Ponte de acesso do Parque (Foto: Viagem no Detalhe)

Apenas um parênteses: no corredor do parque, é comum encontrar pessoas “oferecendo” animais para fotos (cobras, crocodilo etc.). Por favor, não paguem pela exploração desses animais.

  • Encontro das águas – outro momento muito aguardado por mim! O encontro das águas escuras do Rio Negro com as águas barrentas Rio Solimões (que formam o rio Amazonas), que não se misturam devido à diversidade de pH, temperaturas e velocidade de ambos. É um fenômeno incrível e emocionante de se presenciar!
O tão esperado encontro das águas (Foto: Viagem no Detalhe)
Os rios separados como que por uma linha imaginária (Foto: Viagem no Detalhe)

Praia da Ponta Negra – principal praia de rio de Manaus e um dos hotspots da cidade para assistir ao pôr do sol! Minha sugestão é não visitar apenas pelo sunset, mas também se aventurar num mergulho. Afinal, não é todo dia que a gente vai numa praia de rio, né? Eu adorei a experiência!

O moderno bairro da Praia da Ponta Negra (Foto: Viagem no Detalhe)
Pôr do sol na Ponta Negra (Foto: Viagem n Detalhe)

#DIA 2: MUSA + PRAIA DA LUA

MUSA – Museu da Amazônia – Para quem não pretende se hospedar num hotel na Floresta Amazônia, a experiência no MUSA dá um gostinho de explorar os encantos da selva.

Mas, mesmo para quem irá se hospedar no coração da floresta, acho a visita do MUSA bem interessante. Foi meu passeio favorito em Manaus!

Pelas trilhas do MUSA (Foto: Viagem no Detalhe)

Com o intuito de ser um museu vivo da floresta, o MUSA tem trilhas, jardim botânico, borboletário e – o ponto alto, para mim – uma torre de observação de 42 metros de altura, que permite admirar a floresta acima do nível da copa das árvores!

Eu recomendo muito fazer o passeio com guia, pois assim você terá uma verdadeira aula sobre a floresta, sua fauna e flora. Meu guia era excelente e tirou todas as nossas dúvidas.

No topo do torre de observação do MUSA (Foto: Viagem no Detalhe)
Vista da Torre, acima do nível da copa das árvores (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Praia da Lua – já imaginou fazer praia na floresta? pois é, essa é a experiência da Praia da Lua! Para chegar lá, é preciso pegar uma lancha na Marina do Davi (o trajeto é rapidinho).

Eu achei a praia muito agradável e bonita e, quando estive lá, a faixa de areia estava bem larga. Há estrutura de cadeiras, guarda-sol e quiosques para almoço ou petiscos.

Praia na floresta (Foto: Viagem no Detalhe)
Faixa de areia da Praia da Lua (Foto: Viagem no Detalhe)

#DIA 3: PRESIDENTE FIGUEIREDO

Localizada a 130 km de Manaus, a cidade de Presidente Figueiredo é conhecida como a Terra das Cachoeiras. São mais de 150 cachoeiras catalogadas na região, portanto, um bate-volta até lá é um excelente passeio.

Para chegar lá, é possível alugar um carro ou fechar o passeio com alguma agência local e fazer o trajeto de ônibus, com guia.

Das principais cachoeiras que conheci, recomendo as Cachoeiras Iracema e do Santuário

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo (Foto: Viagem no Detalhe)
Cachoeira do Santuário, em Presidente Figueiredo (Foto: Viagem no Detalhe)
Cachoeira do Santuário (Foto: Viagem no Detalhe)

#DIA 4: CIRCUITO HISTÓRICO

O centro histórico de Manaus é super bem cuidado, cheio de história e tem uma arquitetura com forte herança europeia.

O centro histórico de Manaus é lindo! (Foto: Viagem no Detalhe)

Teatro Amazonas – é o ponto alto de qualquer passeio pelo centro histórico de Manaus. A visita guiada ao Teatro dura cerca de 1 hora e é absolutamente imperdível!

Toda a história do Teatro, sua concepção e arquitetura são super bem explicados na visita. São inúmeros detalhes de cair o queixo!

O magnífico Teatro Amazonas (Foto: Viagem no Detalhe)
A lateral e a cúpula do Teatro Amazonas (Foto: Viagem no Detalhe)

Um dos pontos que me impressionou foi o teto do teatro simulando a base da Torre Eiffel (Paris influenciava sobremaneira a estética de Manaus, que era considerada a “Paris dos Trópicos”, no ciclo da Borracha).

Consegue ver a base da Torre Eiffel no teto do Teatro? (Foto: Viagem no Detalhe)

Palacete Provincial – esse prédio, fundando em 1874 (!), funcionou por mais de 100 anos como Quartel da Polícia Militar do Amazonas. Atualmente, abriga 5 diferentes museus: Museu de Arqueologia, Museu da Imagem e do Som (MISAM), Museu de Numismática do Amazonas, Museu Tiradentes e a Pinacoteca do Estado.

O Palacete Provincial (Foto: Viagem no Detalhe)

Mercado Adolpho Lisboa – outra poderosa herança do áureo período do ciclo da borracha. Mais do que nas lembranças e artesanatos vendidos no mercado, preste atenção na sua bela arquitetura e em suas estruturas de ferro, representantes do estilo art-nouveau.

Mercado Adolpho Lisboa (Foto: Viagem no Detalhe)

#DIAS 4 e 5: HOTEL NA FLORESTA

Nesses dias finais do roteiro, a única tarefa será curtir e seguir a programação do hotel na Floresta Amazônica que escolher se hospedar.

// ONDE COMER?

➦ Banzeiro – Foi meu restaurante favorito de Manaus – gostei tanto que repeti duas vezes! A culinária regional é servida com toques contemporâneos, uma combinação perfeita. Não deixe de provar o tambaqui na brasa e o suco de cacau!

Banzeiro, meu restaurante favorito em Manaus (Foto: Viagem no Detalhe)
Tambaqui na brasa do Banzeiro (Foto: Viagem no Detalhe)

Endereço: R. Libertador, 102 – Nossa Sra. das Gracas, Manaus

Tambaqui de Banda – deliciosa opção de restaurante, no centro histórico. Do janelão do segundo andar, se avista o magnifico Teatro Amazonas. Foi onde almocei no dia que fiz a visita guiada ao teatro e recomendo!

Endereço: R. José Clemente, 596 – Centro, Manaus

Amazônico Peixaria Regional – As peixarias estão para Manaus como as churrascarias estão para o Rio de Janeiro. Então, vale a pena reservar uma refeição para conhecer uma delas. Eu escolhi a Amazônico e gostei! Recomendo ir no almoço.

Endereço: Av. Darcy Vargas, 226 – Parque Dez de Novembro, Manaus

➦ Cachaçaria do Dedé – pense num barzinho com pegada amazônica: assim é a descontraída Cachaçaria do Dedé! Fomos lá na nossa última noite em Manaus, para petiscos e uma Amazon Beer geladinha.

O ambiente descontraído da Cachaçaria do Dedé (Foto: Viagem no Detalhe)
Degustação de Amazon Beer na Cachaçaria do Dedé (Foto: Viagem no Detalhe)

Endereço: Há várias unidades, eu fui na do shopping Manauara (Av. Mario Ypiranga, 1300, Lj R3 – Piso Buriti)

 Chez Martina Bistrô – delicioso bistrô francês, uma ótima opção para variar da culinária regional manauara.

Endereço: R. Belo Horizonte, 497 – Adrianópolis, Manaus

***

A Amazônia é um destino mágico, sem dúvidas, um dos lugares mais especiais que já conheci no nosso Brasil. Espero ter conseguido transmitir nesse post pelo menos um pouco de seu encantamento para inspirar a sua viagem para lá.

Obrigada pela visita!

Beijos,

Camilla

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1 Comentário
  1. […] cantinho favorito do Tom Jobim, no Jardim Botânico. A sumaúma é provavelmente a maior árvore da Amazônia e uma das maiores do mundo, chegando a 60 metros de altura e 40 metros de […]

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