Roteiro de 2 dias em Kuala Lumpur
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Roteiro de 2 dias em Kuala Lumpur

Descobrindo a capital da Malásia
Por Camilla Ribeiro    Postado em 26.12.2019

Quando montei meu roteiro pelo Sudeste asiático, confesso que, inicialmente, conhecer a Malásia não estava nos planos. Mas, como chegaria por Singapura – que é praticamente uma continuação do país – e sabia que Kuala Lumpur me exigiria poucos dias do roteiro, cheguei à conclusão que seria um pecado deixar a Malásia de fora dessa viagem. Foi a melhor decisão!

Kuala Lumpur é a capital e a maior cidade da Malásia, com mais de 7 milhões de habitantes. Diferentemente do restante do país, a maior parte de sua população tem origem étnica chinesa e indiana.

Kuala Lumpur quer dizer “confluência enlameada”, nome que remonta à origem da cidade, em 1850, como uma mina de estanho.

Petronas Twin Towers, cartão postal de Kuala Lumpur (Foto: Viagem no Detalhe)
O colorido de Batu Caves (Foto: Viagem no Detalhe)
Thean Hou Temple, um dos templos mais lindos de Kuala Lumpur (Foto: Viagem no Detalhe)

// COMO CHEGAR?

Não há voos diretos do Brasil para a Malásia. Eu fui para Kuala Lumpur de Singapura (veja aqui todas as minhas dicas de Singapura), voando pela companhia aérea low cost Air Asia (que, aliás, super recomendo!).

O voo é super rápido, não demorou nem 40 minutos e transcorreu na maior tranquilidade.

// DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Além de passaporte válido por 6 meses, é obrigatório ter certificado de vacina contra febre amarela. Brasileiros não precisam de visto para entrar na Malásia.

// QUANDO IR?

A Malásia tem períodos diferentes de monções em seu território. Em Kuala Lumpur, o clima varia muito pouco ao longo do ano, sendo sempre bem quente (a média anual de temperatura é de 27°C ) e úmido. É mais comum chover nos meses de outubro, novembro, dezembro, março e abril. 

Eu fui em novembro e peguei dias bem quentes, como já era de se esperar. No primeiro dia choveu um pouco, mas uma chuvinha fraca e rápida.

// QUANTO TEMPO FICAR?

Eu fiquei 2 dias em Kuala Lumpur (veja aqui meu roteiro completo nessa viagem pelo Sudeste Asiático) e achei uma ótima quantidade de tempo para conhecer os principais pontos de interesse da cidade.

// ONDE SE HOSPEDAR?

Em Kuala Lumpur, escolhi me hospedar no The Face Suites, por ter recebido ótimas recomendações de lá e porque queria conferir sua famosa piscina de borda infinita, com vista para as Petronas Towers.

O The Face tem uma estrutura de apart hotel e é uma opção muito conveniente para quem busca espaço, estrutura e bom custo x benefício. O apartamento em que ficamos era enorme, com dois quartos, sala e banheiro e completamente equipado com máquina de lavar roupa, ferro e tábua de passar, estrutura de cozinha etc.

Não é uma opção luxuosa, mas é bem localizado (a aproximadamente 700 m de Petronas Towers) e atende. Como ficaria apenas 2 noites na cidade, achei que seria uma boa opção e realmente foi.

Nosso quarto no The Face Suites (Foto: Viagem no Detalhe)
A sala do nosso apartamento (Foto: Viagem no Detalhe)
O apartamento é todo equipado (Foto: Viagem no Detalhe)

Eu optei por não tomar café da manhã no hotel, pois Kuala Lumpur tem uma grande oferta de cafeterias, então, não valia a pena.

A piscina do The Face é o carro chefe do hotel e tem vista para 2 cartões postais da cidade: a KL Tower e as Petronas Towers. Eu tive um pouco de azar porque, justamente no momento que tirei para curtir a piscina, estava acontecendo uma obra bem em frente das Petronas Towers – aquele clássico perrengue chique rs

Vista da piscina do The Face para KL Tower (Foto: Viagem no Detalhe)
Como estava a vista de Petronas Towers quando fui à piscina (Foto: Viagem no Detalhe)
Como eu esperava que estivesse a vista das torres rs (Foto: Divulgação)

No geral, foi tudo certo com minha hospedagem no The Face Suites e recomendo o hotel. Faça aqui sua reserva (sem custo adicional).

Para quem busca opções de hospedagem mais luxuosas na cidade, recomendo: Mandarin Oriental Kuala Lumpur, The Majestic Hotel Kuala Lumpur, Hotel Stripes Kuala Lumpur, Shangri-la Kuala Lumpur, Grand Hyatt Kuala Lumpur e Four Season Hotel Kuala Lumpur.

Se preferir, pesquise aqui mais opções de hospedagem em Kuala Lumpur.

// O QUE FAZER?

➦ KL Tower – é um dos principais pontos turísticos de Kuala Lumpur. Além de oferecer uma vista panorâmica da cidade, a torre é famosa por possuir um Skybox – uma “caixa” toda de vidro (inclusive o piso!), onde os turistas tiram foto.

KL Tower, um dos principais pontos turísticos de Kuala Lumpur (Foto: Viagem no Detalhe)

Eu tentei visitar o observatório, assim que cheguei na cidade, mas, como estava chovendo um pouco, o skybox estava fechado (molhado, não rola). Depois de esperar uns 30 minutos, acabei desistindo de visitar a torre e não voltando lá. Mas, a dica que me deram foi tentar ir na parte da manhã, quando o sol é mais firme.

Skybox da KL Tower (Foto: Divulgação)

➦ Kuala Lumpur City Gallery – é o centro de informações turísticas da cidade. É um bom ponto de partida para quem visita a Merdeka Square, pois possibilita que o viajante tenha uma visão geral da cidade e receba as informações e mapas necessários para explorá-la.

I love KL (Foto: Viagem no Detalhe)

Do lado de fora da City Gallery, fica a famosa placa “I <3 KL”, onde é de praxe tirar fotos!

➦ Merdeka Square – é o quarteirão mais importante de Kuala Lumpur. Antigamente, era o centro da colonização britânica e foi também aqui que foi proclamada a independência da Malásia, em 1957.

Merdeka square, quarteirão mais importante de KL (Foto: Viagem no Detalhe)

Os principais pontos de interesse da Merdeka Square são o campo de cricket (herança inglesa que, no fim de semana, reúne famílias e crianças que lá brincam), o mastro da independência, a Mesquita Masjid Jamek e o prédio Sultan Abdul Samad.

Enorme campo de cricket na Merdeka Squarte (Foto: Viagem no Detalhe)

Sultan Abdul Samad Building – É a principal construção da praça. Sua arquitetura é lindíssima e mistura influências britânica, indiana e malaia. Hoje em dia, o prédio abriga os escritórios dos ministérios da edução, cultura e comunicações.

A bela arquitetura do Sultan Abdul Samat Building (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Mesquita Masjid Jamek – inaugurada em 1909, pelo sultão Selangor, essa é uma das mesquitas mais antigas de Kuala Lumpur. É aberta à visitação (lembre-se de cobrir ombros e joelhos) e teve sua arquitetura inspirada nas mesquitas mongóis da Índia.

Mesquita Masjid Jamek, a mais antiga da cidade (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Petronas Towers – Com 88 andares e 452 metros de altura, as torres, construídas em 1988, já foram o prédio mais alto do mundo (posição atualmente ocupada pelo Burj Khalifa, em Dubai). Seu projeto, concluído em 1998, foi feito em aço e vidro, com estrutura que remete à arte islâmica, uma herança muçulmana malaia.

Petronas Towers, cartão postal da Malásia (Foto: Viagem no Detalhe)

Eu já tinha visto mil fotos das torres gêmeas, antes de ir para Kuala Lumpur, e tinha certeza que não me impressionaria com o cartão postal da cidade. Como me enganei! As torres são muito mais bonitas ao vivo e ganham um ar mágico à noite.

Nos entornos das Petronas Towers, há um jardim com fontes, projetado por Burle Marx, onde ambulantes oferecem fotos com realidade aumentada (para conseguir enquadrar as torres em plano de destaque). Minha dica para conseguir o clique, sem precisar apelar para esses recursos, é subir nos apoios de pedra, que há nos cantos do jardim. Lá de cima, é possível enquadrar as torres, sem grandes dificuldades, como fiz na foto acima.

Ao lado das Petronas Tower, há um enorme shopping, com todas as grandes marcas e vários restaurantes. Almocei lá, no meu segundo dia na cidade.

➦ Batu Caves – Eis o motivo que me levou a incluir Kuala Lumpur no meu roteiro! Batu Caves são cavernas em rochas de mais de 100 metros de altura, com diversos templos no seu interior. Esse é o mais importante complexo hindu fora da índia e é simplesmente de arrepiar!! Nem na Índia vi nada parecido com esse lugar!

Batu Caves, um dos lugares mais impressionantes de KL (Foto: Viagem no Detalhe)
A vista de Kuala Lumpur, do topo de Batu Caves (Foto: Viagem no Detalhe)

Na entrada, há uma estátua gigante (com 42 metros de altura!) de Lord Murgan, bem em frente aos 272 degraus coloridos que levam à entrada da caverna principal. A entrada é gratuita, só é preciso cobrir braços e pernas para entrar. O passeio é absolutamente imperdível!

272 degraus coloridos em Batu Caves (Foto: Viagem no Detalhe)

Algumas dicas importantes, para curtir ao máximo sua visita a Batu Caves: passe (e leve, se possível) repelente e não se aproxime, nem alimente os macacos que ficam nos entornos da escada (são MUITO agressivos).

Dizem que o melhor horário para fotografar Batu Caves é à tarde, pela posição do sol, em frente às escadas. Pelo risco de chuva, eu acabei preferindo ir de manhã, quando o tempo estava bem firme.

Interior da caverna, cheia de templos (Foto: Viagem no Detalhe)
Detalhes de Batu Caves (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Ramayana Cave – é outra caverna imperdível, que fica dentro do complexo de Batu Caves. Fica ao lado do Deus Hanuman e é toda de calcário. Essa caverna abriga um templo criado para contar a história de Lord Rama, através de imagens. A entrada custa $5 e vale a pena!

Entrada da Ramayana Cave (Foto: Viagem no Detalhe)
Imagens contam a história de Lord Rama (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Thean Hou Temple – templo chinês em seis camadas, dedicado à deusa do mar Mazu.

A entrada do templo (Foto: Viagem no Detalhe)
Detalhes da arquitetura do Thean Hou Temple (Foto: Viagem no Detalhe)

Fiquei impressionada com as cores e riqueza de detalhes desse lugar! Além disso, por estar no topo de um morro, o templo oferece uma bela vista da cidade.

Interior do altar (Foto: Viagem no Detalhe)
Cores vibrantes por todas as partes do Thean Hou Temple (Foto: Viagem no Detalhe)

O templo conta ainda com um charmoso jardim chinês, muito bem cuidado. É um passeio gratuito super bacana e uma ótima oportunidade de conhecer mais da cultura chinesa, aproveitando a faceta multicultural da Malásia.

O jardim chinês do Thean Hou Temple (Foto: Viagem no Detalhe)

➦ Jalan Alor – É o point para quem quer provar comida de rua, em Kuala Lumpur. Há diversas barracas com comidas típicas de todos os tipos e locais, desde frutas até pratos exóticos.

Confesso que não me animei muito a provar, ainda mais que viajaria para Krabey Island, no Camboja, no dia seguinte…rs Mas, nem que seja para conhecer, vale a pena dar uma passada lá.

O burburinho de Jalan Alor (Foto: Viagem no Detalhe)

Pavilion – Bem próximo à região de comida de rua acima, fica esse shopping de luxo, com várias lojas e uma rua coberta, cheia de restaurantes. Em Kuala Lumpur é tudo junto e misturado! rs… Essa parte da cidade me deu até um pequeno dejà-vu de Tokyo.

Fachada do Pavilion (Foto: Viagem no Detalhe)

Rua Changkat – é uma rua cheia de restaurantes e barzinhos animados. Uma boa pedida para ir à noite. Fica também bem próxima ao Pavilion e à Jalon Alar.

// ONDE COMER?

Beta KLFoi meu melhor jantar em Kuala Lumpur! O restaurante fica super escondido, nos fundos de uma espécie de flat. É o tipo de lugar que só é frequentado por quem já conhece ou recebe a dica.

O Beta KL tem um ambiente moderno, bem agradável e apresenta uma culinária malaia contemporânea. Eu apostei no menu degustação e amei o sabor e a criativade dos pratos – recomendo muito!

Um pouco do ambiente do Beta KL (Foto: Viagem no Detalhe)

Endereço: Fraser Place – Lot 163, No. 10, Jalan Perak 50450, Kuala Lumpur

Madam Kwans – É um dos mais tradicionais restaurantes de culinária típica malaia e possui unidades em vários lugares de Kuala Lumpur. Eu fui na do shopping das Petronas Towers e aproveitei para provar o Nasi Lemak, o prato nacional da Malásia.

Entradinhas típicas, no Madam Kwans (Foto: Viagem no Detalhe)

O Nasi Lemak consiste em um arroz cozido com leite de coco, folhas de pandan e outras especiarias e é geralmente acompanhado de alguma proteína e samal (molho de pimenta com pasta de camarão). Eu provei a versão com frango e achei gostoso.

Nasi Lemak, o prato típico da Malásia (Foto: Viagem no Detalhe)

***

A Malásia entrou quase que por acidente no meu roteiro, mas conhecer um pouquinho do país foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado! Afinal, é sempre enriquecedor conhecer um novo país, não é mesmo?

No próximo post conto sobre meu roteiro em Siem Reap, a cidade mais turística do Camboja – fique de olho! 😉

Obrigada pela visita!

Beijos,

Camilla

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