Regiões Vinícolas de Mendoza: Valle do Uco
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Regiões Vinícolas de Mendoza: Valle do Uco

Por Camilla Ribeiro    Postado em 18.08.2017

De todas as regiões vinícolas que visitei em Mendoza (veja o roteiro completo aqui), o Valle do Uco foi a que considerei mais linda! A beleza e a riqueza fértil do lugar chamam muito a atenção e achei suas paisagens bem diferentes das que vi em Maipú e Luján de Cuyo.

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Em meio as vinhas da Salentein (Foto: Viagem no Detalhe)

O Valle do Uco está a 100 km do centro de Mendoza. Apesar de ser a região mais distante, é possível passar o dia passeando por lá, por conta própria ou com a ajuda de um remis (um motorista particular), como expliquei aqui. Eu dediquei apenas 1 dia do meu roteiro para conhecer essa região e suas vinícolas e confesso que foi pouco!

Na minha opinião, o ideal, pra quem quer explorar bem as vinícolas dessa região, é passar pelo menos 2 dias lá. Quero muito voltar à Mendoza e passar parte do tempo hospedada nessa região, que inclusive tem excelentes opções de hotéis, como já comentei aqui.

Quando comparado às outras 2 regiões vinícolas, o Valle do Uco é relativamente novo em relação à produção de vinhos, abrigando vinícolas construídas nas duas últimas décadas. Suas belas paisagens se devem ao fato de os terrenos de lá serem mais elevados (até 1500 metros acima do nível do mar) e mais próximos da Cordilheira dos Andes.

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Vista da Cordiheira dos Andes (Foto: Viagem no Detalhe)

Diferentemente do que recomendei em relação às demais regiões vinícolas, sugiro que no Valle do Uco você visite até duas vinícolas no dia (caso esteja fazendo um bate e volta do centro) e deixe para almoçar na última. Assim, você aproveita com calma as visitas e organiza melhor o seu dia 😉

Dito isso, vamos ao que interessa: falar de quais bodegas eu visitei e recomendo para vocês!

Salentein 

A Salentein foi uma das bodegas mais lindas que visitei em Mendoza. Inspirada no estilo francês, suas vinhas possuem roseirais que, além de embelezar o local, tem a função social de identificar pragas, uma vez que as flores atraem as mesmas antes que elas possam contaminar as vinhas.

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Roseirais nos vinhedos: lindos e úteis! (Foto: Viagem no Detalhe)

Alem dos lindos roseirais, a arquitetura imponente da bodega se destaca, através do belíssimo trabalho realizado pelo estúdio Bormida&Yanzon, que deu um estilo todo peculiar às instalações da vinícola. Além da pegada artsy da decoração, junto aos barris, encontra-se um piano, que é utilizado em concertos que ocorrem de tempos em tempos na bodega.

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Cenário de sonho para um concerto! (Foto: Viagem no Detalhe)

A Salentein possui também sua própria galeria de arte contemporânea chamada Killka, que pode ser visitada antes ou depois de conhecer as instalações da vinícola.

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Galeria Killka, dentro da bodega (Foto: Viagem no Detalhe)

Durante a visita guiada, que foi uma das mais explicativas que fiz, aprendi que o objetivo da decoração da bodega, cheia de quadros, era mostrar as belezas do mundo, daí a intenção de unir arte e vinhos. Achei fantástico o conceito!

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Obras de arte decorando a bodega (Foto: Viagem no Detalhe)

Nossa visita começou com a projeção de um vídeo institucional, seguida por uma volta pelos vinhedos e acesso à bodega, zona de produção e cave subterrânea. Ao fim, degustamos 4 vinhos de linhas distintas da bodega – 2 vinhos Salentein Reserve + 1 vinho Numina + 1 vinho Primus (o preço dessa opção foi de AR $ 350 por pessoa – novembro/2016) – e visitamos a galeria de arte. Visita super completa e interessante, recomendo demais!

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A bela sala de degustação da Salentein (Foto: Viagem no Detalhe)

Vale a pena investir: Nos top exemplares da bodega Númina e Primus, especialmente o Primus Pinot Noir, reconhecido como um dos melhores exemplares deste varietal no Valle de Uco.

É essencial fazer reserva, o que pode ser feito pelo e-mail reservas.killka@mp-wines.com ou com a ajuda do seu remis.

O. Fournier 

A O. Fournier também se destaca pela sua arquitetura, com um design futurístico solitário na planície, rodeado da beleza sem igual das Cordilheiras dos Andes.

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Design futurístico da bodega (Foto: Viagem no Detalhe)

Além do visual lindo, nessa bodega provei um dos melhores menus harmonizados de almoço da viagem toda! A cozinha inovadora da Chef Nadia Fournier, que comanda o Restaurante Urban, somada aos vinhos deliciosos (caros e difíceis de se encontrar aqui no Brasil – fica a dica! 😉) tornam a O. Fournier uma vinícola imperdível de se conhecer.

Ao contrário das outras vinícolas, em que primeiro visitei as premissas e depois almocei, na O. Fournier fiz a ordem inversa e fui direto almoçar, pois o horário já estava apertado.

Assim que cheguei ao restaurante, um quadrado todo de vidro com vista para as Cordilheiras de todos os lados, me impressionei. Mas, mal sabia que me impressionaria mais ainda, durante o almoço, com as delícias que fomos degustando ao longo do menu.

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Ambiente do Restaurante Urban (Foto: Viagem no Detalhe)

Como esperado, os pratos e os vinhos acompanharam a beleza do lugar! O menu de 5 etapas (muito bem servido) foi um dos melhores que provei na viagem. Há diversas opções de harmonizações com os vinhos da bodega, em diversas combinações e valores, você escolhe na hora.

Após esse almoço dos deuses, fomos fazer a visita às caves subterrâneas da bodega, que ficam à 10 metros de profundidade. Contudo, aconteceu um contratempo: faltou luz, bem na hora! Apesar de termos feito a visita, mesmo assim, acabou ficando um pouquinho prejudicada, né? rs Então, nem me arrisco a contar detalhes de como foi, só deixo a sugestão de não deixar a O. Fournier de fora do seu roteiro!

Vale a pena investir: Nos vinhos Alfa Crux e Beta Crux, dois exemplares excepcionais da vinícola.

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Vinhos produzidos pela O. Fournier (Foto: Viagem no Detalhe)

É essencial fazer reserva, o que pode ser feito pelos e-mails  turismo@ofournier.com e reservas@ofournier.com ou com a ajuda do seu remis

Outras Vinícolas do Valle do Uco:

O Valle do Uco conta com muitas outras bodegas, além dessas que eu visitei. Apesar de recomendar muito as que visitei, deixo aqui uma listinha com outras que pesquisei (e seus links clicáveis no nome), caso queiram fazer uma pesquisa.

Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre essa região tão linda!🙂

No próximo post (último da série sobre Mendoza), vou falar sobre o Entre Cielos, hotel e vinícola de sonhos em que me hospedei, na segunda parte da minha viagem! Não deixem de acompanhar! 😉

Obrigada pela visita!

Beijos, Camilla

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4 Comentários
  1. […] Dia 4 – Valle do Uco […]

  2. acbonachini.prof@gmail.com
    29.01.2019

    Obrigada pelas dicas, serão muito úteis.

    • viagemnodetalhe
      29.01.2019

      Que bom que gostou, fico feliz de saber! 🙂

  3. […] ➦ Clô Restaurante –  restaurante localizado dentro da Luiz Argenta, apresenta culinária sofisticada e um visual lindo demais! Me senti de volta Mendoza lá (o ambiente me lembrou um pouquinho o restaurante da O. Fournier, no Valle do Uco). […]

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